Áreas de atuação pericial

Insalubridade, periculosidade, ergonomia e nexo causal

Cada matéria pericial tem sua norma, sua metodologia e seus pontos de falha recorrentes. Nesta página, o que avaliamos em cada uma e como a defesa técnica é construída.

Ilustração: dois técnicos com capacete e prancheta inspecionando uma máquina
NR-15 · NHO 01 · NHO 06 · NHO 09/10 · NR-06 · NR-09

Insalubridade

É a matéria mais recorrente entre os processos em que atuamos. As discussões giram em torno de ruído, calor, vibração, frio, agentes químicos (óleos, graxas, solventes, produtos de solda, fumos metálicos) e agentes biológicos, avaliados à luz das Normas Regulamentadoras e das NHO da Fundacentro.

A defesa técnica trabalha em três frentes

  1. Questionar a generalidade da inicial quando o reclamante não especifica o agente, o anexo da NR aplicável, a intensidade ou o período de exposição.
  2. Demonstrar a inexistência de risco e/ou a neutralização do agente por EPI eficaz e fiscalizado — fichas de entrega, CA, treinamentos e Ordens de Serviço.
  3. Analisar criticamente o LTCAT, o PGR e os demais laudos ambientais apresentados nos autos.
  • Ruído ocupacional
  • Calor e frio
  • Radiações não ionizantes
  • Vibrações
  • Agentes químicos por LT
  • Agentes químicos por inspeção
  • Agentes biológicos
  • EPI
Ilustração: decibelímetro com leitura de 87 e protetor auricular tipo concha
Ilustração: tanque de inflamável com raio de área de risco e símbolo de energia elétrica
NR-16 · Anexos 1 a 5 · NR-10 · NR-20

Periculosidade

Atuamos em perícias que discutem proximidade a inflamáveis, atividades com explosivos, redes elétricas energizadas e operações dentro do raio de risco previsto na NR-16, entre outras situações de risco acentuado.

A análise avalia as condições reais de exposição — frequência, área de risco e medidas de segurança existentes — para verificar se a atividade se enquadra tecnicamente nos critérios normativos, evitando enquadramentos genéricos ou baseados apenas na descrição da função.

  • Delimitação da área de risco e do tempo de permanência nela
  • Exposição eventual, intermitente ou permanente
  • Quantidades armazenadas e tipo de recipiente (inflamáveis)
  • Sistema elétrico de potência e medidas de controle (NR-10)
NR-17 · AEP · AET

Ergonomia

A atuação envolve a análise crítica de laudos que aplicam metodologias como RULA, REBA, NIOSH, Suzanne Rodgers, OCRA, OWAS, Strain Index e o checklist de Couto.

O ponto central: identificar a postura ou o esforço mais crítico de um ciclo e avaliar a exposição biomecânica representativa do ciclo real — frequência, duração, intensidade, pausas e alternância de tarefas —, e não apenas o pior instante isolado da atividade.
  • Posturas
  • Esforços e torque
  • Repetitividade
  • Movimentação manual de cargas
  • Cronoanálise
  • Organização do trabalho
  • Exigências cognitivas
Ilustração: trabalhador em bancada com o ângulo de flexão do tronco cotado
Ilustração: relação de nexo causal entre o trabalho e o trabalhador, sob análise com lupa
NR-01 · NBR 14280 · NTEP · Nexo causal e concausal

Acidentes e doenças ocupacionais

Analisamos alegações de acidentes de trabalho e doenças ocupacionais — incluindo LER/DORT e a discussão de nexo entre condições de trabalho e transtornos de saúde mental —, tanto no aspecto físico quanto no organizacional (NR-01).

A avaliação do nexo exige mais do que identificar a existência de uma doença ou de um risco no ambiente. Consideramos:

  1. Diagnóstico e compatibilidade com a atividade efetivamente exercida.
  2. Tipo de exposição, agentes envolvidos e período de trabalho.
  3. Fatores extralaborais e condições organizacionais, inclusive psicossociais.
  4. Conclusão técnica fundamentada, relacionando o dano às condições reais demonstradas no processo.

A perícia já tem data marcada?

Quanto antes a preparação começa, mais evidências podem ser demonstradas na diligência.

Fale com um Especialista